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Sobrevivi

06 abr

Não sei quantos de vocês sabem (não sem nem se há algum VOCÊS), mas eu me mudei recentemente para BH. Estava até ontem numa pensão, dividindo o quarto com mais 4 caras e a casa com pelo menos mais 20. E nos últimos dias a casa tem andado bem aviadada…mas isso não vem ao caso.

Esse post não vai ser sobre a pensão, e sim sobre a minha saída dela! Para uma pequena casa que eu apelidei de Batcarvena.

Recolhi minhas coisas na pensão, me despedi dos amigos que fiz lá, encontrei o Clemente na saída, que me deu uma força na mudança.

Batcorredor

Agora imagina esse corredor numa noite chuvosa…então

Entramos…deixamos minhas tralhas lá dentro…e fomos ao mercado comprar as coisas que eu necessitaria para um encavernamento social. Quarenta e poucos minutos depois estávamos de volta com três lâmpadas, um chuveiro, um colchonete e um travesseiro de penas de ganso fujão.

Deixamos as coisas em casa e saímos para jantar e comemorar a mudança.

Batcaverna

Após o retorno do jantar, eu me lembrei que havia sido avisado pela imobiliária que a chance de eu ter energia elétrica ainda naquela noite era inexistente remota…e realmente não havia energia. Minha primeira noite seria ‘ao Deus dará‘. Lâmpada instalada na pseudo-varanda, entrei.

Como não havia energia para testar as instalações elétricas, fui testar as instalações hidráulicas. Foi um festival de abre registro…abre torneira…dá descarga…fecha torneira…fecha registro…e o chuveiro não funcionou.

Pensei: “deve ter pouca água na caixa, e não tá dando pressão…” SUBI (demonstrando que eu estou mais pra Spiderman do que pra Batman…até uma ruiva eu tenho)…

SpiderBatman

SpiderBatman

Só lembrando, era uma noite chuvosa e tudo que era externo estava molhado.

Esgueirando-me pela pequena laje molhada, verifico que a caixa está cheia…FUDEU ferrou, o problema não era esse e provavelmente seja entupimento, deixei pra ligar pra imobiliária e eles que se virem.

Após algumas horas com minha ruivinha ao celular, eu lembro que não posso ficar muito tempo ao telefone…NÃO HÁ ENERGIA, e aquele celular é a única chance de eu acordar pela manhã. Desligo o telefone com pesar, por saber que aquela ligação seria o ponto alto da minha noite.

Estendo o colchonete (que é mais estreito do que parecia na loja), ponho sobre o mesmo o digníssimo travesseiro de penas de ganso fujão e cato o edredon do meu filho1 na bolsa.

Deito-me

O conteúdo (ou preenchimento ou seja lá como você decida chamar as penas de pato gordo que estão lá dentro) insiste em não ficar sobre minha cabeça. Toda vez que deito, tenho o crânio circundado por penas por todos os lados, menos o lado de baixo. Por isso a conclusão de que o ganso, no mínimo, era um ganso fujão.

Após alguns minutos degladiando-me com o tal ganso dei-me por vencido e encontrei uma posição onde eu e o ganso acordávamos. FIQUEI IMÓVEL.

A história do chuveiro rodando na minha cabeça me fez perceber um barulho de água caindo do lado de fora da caverna. Levantei…camisa e cueca (não imaginem a cena)…como a casa está vazia, tudo ecoa de maneira inexplicável…tive a impressão do tal ruído estar se originando na caixa d’água…entra em cena o Spiderman de cueca!

Não, não era desse jeito!

Não, não era desse jeito!

Chegando lá em cima, percebi que a água realmente caía com uma força memorável. Mas ainda não era aquilo. Desço…torno a revirar tudo dentro de casa à procura de algum vazamento…NADA…volto ao pequeno quintal (ou área, sei lá) e descubro q deixei uma das torneiras meio aberta…que burro, dá zero pra mim.

Retorno ao quarto, agora mais desperto do que estava ao ouvir o ruído. Não consigo dormir, ainda puto com a idéia do chuveiro.

Volto ao banheiro….sacudi…apertei…abri…fechei…tornei a abrir…enfiei a mangueira do chuveiro pelo cano…nada. O destino de ter q tomar banho no chuveiro externo era cada vez menos escapável. Mijei…e voltei pro colchonete.

NADA DE SONO

Eu havia prometido medir os cômodos pra que minha ruiva pudesse planejar a decoração e a compra dos móveis, achei que seria uma boa idéia fazê-lo aquela hora, já que o sono parecia não estar muito afim de dar as caras. MAS NÃO FOI.

Aprendi uma lição importante: não é só porque a trena de R$ 2,45 é esteticamente parecida com a de R$ 5.90 que elas terão a mesma qualidade. A trena não prendia, me obrigando a segurar a desgraceira a cada medição. E a luz não era suficiente, como eu havia julgado, para uma fácil leitura da medição. Desisti, e decidi deixar pra fazer a medição pela manhã.

Deitei-me novamente, e ,sabe-se Papai Noel quanto tempo depois, adormeci.

Acordei pela manhã com duas missões muito importantes:

  1. Tomar banho no chuveiro externo: a missão foi concluída com relativo sucesso, não tivesse eu esquecido a toalha na pensão. Não consigo descrever a sensação de terror que foi me molhar naquela água gelada a céu aberto…o ventinho frio em minhas canelas enquanto eu corria para dentro da caverna…inexplicável.
  2. Medir a casa: missão relativamente fácil. Papel, trena e caneta em mãos, eu começei os medimentos. Tudo seria lindo, seu eu não tivesse optado pela trena barata. Na terceira parede, enquanto eu anotava a medida, o mecanismo de trava da trena se solta e a porcaria amassa.
    Eu tive de terminar a medição da casa com uma trena amassada.

Tirando esses pequenos contratempos, minha primeira noite na Batcaverna do Spiderman foi um relativo sucesso.

Agora é torcer pra energia realmente ser ligada hoje, e pra imobiliária dar um jeito de mandar alguém lá pra ver o chuveiro.

Prometo que se houver luz eu tiro umas fotos!

Desejem-me sorte!

1- o edredom tecnicamente é meu, só que meu filho pensa diferente

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Publicado por em 6 de abril de 2011 em notícia, Zero

 

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